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Forum do Elos

Um espaço aberto ao dialogo sem fronteiras, um movimento de congregação de valores humanos e de defesa da compreensão entre os povos.

Cada participante escreve sua opiniao para o Forum Lusofono ELOS e todos os participantes recebem a mensagem do companheiro.Podendo assim manter um diálogo vibrante interativo.

Este FORUM se destina a aproximar os que se expressam em português- países e comunidade de língua portuguesa-trocando informações e experiências.

Destacamos os países de língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guine-Bissau, Moçambique, Portugal, S Tome e Príncipe, e Timor Leste . E todos os da diaspora brasileira e portuguesa que estão em Macau, Alemanha, África do Sul, Canada, Franca, EUA, Japão, Índia (Goa, Damão e Diu). A Galiza região do norte de Portugal,berço da língua galaico-portuguesa é também motivo de interesse para nós.

Os temas para discussão são livres. Mas o FORUM ELOS tem especial interesse nas áreas relacionadas com:

AMBIENTE, AGRICULTURA, ARQUITETURA e URBANISMO, CULTURA, EDUCACAO, EMPREGO E TECNOLOGIAS,E OS EVENTOS DAS COMUNIDADES DE LINGUA PORTUGUESA.

Para alem da preservação da língua portuguesa - segunda língua românica e terceira mais falada no mundo -num DIALOGO SEM FRONTEIRAS, defendemos o maior conhecimento das culturas lusofonas.

Desde a autonomia cultural e politica ate os valores da expressao do seu povo, eh a lingua portuguesa que tem o papel mais significativo quanto ao futuro proximo dos paises da lingua portuguesa!

Este espaço é a expressão dinâmica, no virtual, de uma FORÇA ATUANTE em todas as comunidades de língua portuguesa.

Escreva para nós e solicite a sua inscrição no FORUM ELOS.

Participe e seja mais um.

 

Instituto Camões muda de casa em Lisboa

Lisboa - O primeiro-ministro português inaugura esta quinta-feira a nova sede do Instituto Camões, na Rua Rodrigues Sampaio, em Lisboa. A inauguração representa um marco histórico, pois é a primeira vez que a entidade tem uma sede própria.

O Instituto Camões vai instalar-se num edifício antigo totalmente recuperado e divide paredes com o Palacete Seixas, que até ao final do ano deverá estar completamente remodelado, para acolher a Casa da Lusofonia.

O novo Instituto ocupará um espaço de 2000 metros quadrados, onde serão instalados vários serviços administrativos, bem como uma área de acolhimento de responsáveis pelos Centros Culturais no estrangeiro e outras entidades ligadas à acção cultural externa. O edifício disporá ainda de uma sala polivalente que funcionará como auditório e espaço de exposições/reuniões, estando já equipada para a projecção de materiais audiovisuais.

Entretanto, no Palacete Seixas é também esta quinta-feira inaugurada, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, uma exposição que versa «a Língua e a Cultura portuguesas no mundo» e que estará patente até Outubro.  

© PNN

As jornalistas que fizeram a história do Brasil

São Paulo - O Dicionário de Mulheres elaborado pela Redeh e que será lançado em breve pela Editora Zahar, inclui 29 jornalistas entre as mulheres que fizeram a história do Brasil. 500 Anos Atrás dos Panos é o nome do projecto do qual o dicionário é o principal produto, noticiou a «Tribuna Livre» desta terça-feira em um artigo assinado pela jornalista Ana Arruda Callado.

Muitas das 900 mulheres verbetadas são famosas; a maioria, porém, está sendo tirada de trás dos panos realmente por esse dicionário. Das 29 jornalistas, por exemplo, 10 são do século XIX. A mais interessante delas é Amélia Carolina da Silva Couto, uma carioca que, em 1879, fundou no Rio de Janeiro o «Eco das Damas», que durou oito anos. O que diferencia Amélia Carolina de outras pioneiras é o fato de ela ter criado uma firma comercial e ter captado anúncios para seu jornal, que assim pôde ter uma longa carreira, considerando-se a época e o fato de que era um periódico dirigido por uma mulher e para um público feminino.

Mas a primeira jornalista que actuou no Brasil foi de fato uma argentina. Joana Paula Manso de Noronha, nascida em 1819, veio para o Brasil com a família que fugia da ditadura Rosas. No Rio de Janeiro, fundou «O Jornal das Senhoras», em 1852. Segundo ela escrevia no primeiro número, o jornal vinha «para propagar a ilustração e cooperar com todas as forças para o melhoramento social e para a emancipação moral da mulher».

No seu artigo, Ana Arruda Callado escreve ainda que Joana separou-se em 1853 de seu marido brasileiro e voltou para a Argentina. Foi a baiana Violante Ataliba Ximenes Bivar e Velasco quem assumiu então «O Jornal das Senhoras», tendo dirigido-o por dois anos. Em 1873, Violante fundou um jornal semelhante, «O Domingo», que durou um ano. Com toda a razão, Violante é considerada a primeira jornalista brasileira.

Corina de Vivaldi Coaracy, mãe do escritor Vivaldo Coaracy, foi provavelmente a primeira de carreira internacional. Ela nasceu em Kansas, Estados Unidos, mas veio com dois anos para o Brasil, onde seu pai foi cônsul dos EUA em Santos. Corina casou-se com um jornalista brasileiro e, em 1875, escrevia na «Ilustração do Brasil»; de 1877 a 1878, foi directora literária da «Ilustração Popular», do Rio. Por ocasião da Abolição da Escravatura e da Proclamação da República, escreveu reportagens políticas para o New York Herald. Em 1890, trabalhou no «Cidade do Rio», jornal de José do Patrocínio.

Destaque também merecem, entre as jornalistas do século XIX, Francisca Senhorinha da Motta Diniz e sua filha, Albertina Diniz.

Francisca fundou em Campanha, Minas Gerais, em 1873, o semanário «O Sexo Feminino», que publicou nesta cidade até 1875. Depois, trouxe-o para o Rio de Janeiro, onde, além de tratar de assuntos literários e de amenidades, o jornal informava a suas leitoras os avanços das mulheres em países da Europa e nos Estados Unidos, fazia a campanha pelo voto feminino, pela abolição da escravatura e pela república. Quando esta foi proclamada, Francisca Senhorinha mudou o nome do semanário para «O Quinze de Novembro do Sexo Feminino». Na fase carioca do jornal, ela teve a ajuda da filha Albertina, que também colaborou em outros jornais da capital.  

© PNN

Países de língua portuguesa defendem cooperação para erradicar pobreza

Maputo - Os sete Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) querem desenvolver a cooperação para erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento. No final de dois dias de reunião, em Maputo, o presidente da Comunidade e Chefe de Estado moçambicano, Joaquim Chissano, explicou que essas nações «assentaram, agora, uma base mais sólida para aplicar programas concretos em benefício de seus povos».

A cooperação começará imediatamente entre o Brasil que, por exemplo, aceitou partilhar suas experiências bem-sucedidas, relacionadas à prevenção e o tratamento da AIDS (SIDA), com os países lusófonos da África: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

«O Brasil oferece sua experiência assim como assistência técnica e medicamentos destinados a minimizar os efeitos imediatos da epidemia», anunciou durante o encontro o Presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso (FHC).

A declaração final da conferência cita a luta contra a AIDS e contra as outras causas de mortalidade nos países membros da CPLP como uma das condições intrínsecas ao desenvolvimento e à segurança. Os participantes pressionam também em sua declaração os países industrializados para permitirem às nações em desenvolvimento adquirirem medicamentos básicos a preços acessíveis.

O presidente FHC informou que seu Governo dedica somas importantes - cerca de 500 milhões de dólares por ano - aos programas de luta contra a AIDS no Brasil. «Com este esforço», acrescentou, «já colhemos alguns frutos: uma redução de 80% das infecções e um aumento considerável na expectativa de vida dos enfermos (...) Tentaremos levar, portanto, esses resultados aos países da CPLP que têm taxa elevada» de AIDS, declarou o presidente brasileiro, acrescentando que o Brasil mantém contacto directo com as autoridades sanitárias de Moçambique, que registram diariamente cerca de mil novos casos.

O presidente da Guiné Bissau, Koumba Yala, declarou durante a conferência de imprensa que a situação em seu país voltava gradualmente ao normal, depois das eleições-gerais do ano passado. Admitiu, no entanto, que esse processo é lento. Durante a reunião foram eleitos a brasileira Dulce Pereira e Zeferino Martins (Moçambique) respectivamente como secretário executivo e vice-secretário da CPLP.

A CPLP, criada há sete anos, compreende Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.  

© PNN

Moçambique assume presidência da CPLP

Maputo - Moçambique assumiu nesta segunda-feira a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no terceiro encontro da organização, desta vez em Maputo, capital moçambicana, entre pedidos de maior cooperação por parte dos estados membros.

Ao assumir a chefia da organização das sete nações de língua portuguesa, o Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, disse que seu Governo está comprometido com os objectivos da CPLP. «Meu Governo, e eu pessoalmente, iremos investir toda a nossa energia nas decisões da CPLP para o desenvolvimento, consolidação e prestígio de nossa organização», disse Chissano.

Chissano - que é também líder dos 14 países da Comunidade de Desenvolvimento Sul-Africana (SADC) - insistiu na cooperação nos sectores de educação, saúde, justiça, administração pública e telecomunicações. Seus pedidos de cooperação foram repetidos pelos outros chefes de Estado.

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que a CPLP «não deve ser um mero monopólio de governos, pois ela só faz sentido com o envolvimento directo das sociedades que crêem em seus valores».

O primeiro-ministro português, António Guterres, que acompanhou o Presidente Jorge Sampaio, disse que a CPLP deve se tornar um órgão que venha a intervir mundialmente de forma positiva, para dar fim ao que ele chamou de «ditadura política e económica internacional». A CPLP deve, disse, «ser capaz de influenciar a ordem mundial em todos os níveis, incluindo propostas de reformas no sistema das Nações Unidas, no Banco Mundial e no Fundo Monetário Internacional». Chissano disse que o diálogo político e diplomático e a promoção da língua portuguesa são essenciais.

Outros importantes desafios dizem respeito ao vírus HIV e à AIDS (SIDA), e o Presidente Chissano pediu por políticas comuns de acção contra a epidemia. Moçambique é considerada a nação menos afectada pela AIDS na região sul da África, com índices de infecção estimados em 14% da população, e cerca de 700 novas infecções diárias. Chissano fez referências à situação política e militar em Angola, pediu garantias das Nações Unidas de que todas os países membros da ONU cumpram a resolução de impor sanções ao movimento rebelde da UNITA. «Apelamos à comunidade internacional para que respeite as sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o movimento de Jonas Savimbi, líder da UNITA (movimento rebelde para a libertação de Angola), e continue a oferecer assistência humanitária ao povo angolano, vítima dos rebeldes», disse Chissano.

O presidente da Assembleia Nacional Angolana Roberto de Almeida, representante angolano na reunião, pediu por atenção especial aos participantes da CPLP. «A situação em Angola deve receber prioridade máxima», disse o parlamentar. O Governo angolano vem lutando contra os rebeldes da UNITA desde 1975.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.  

Morre aos 103 anos o jornalista Barbosa Lima Sobrinho

Rio de Janeiro - O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), jornalista Alexandre Barbosa Lima Sobrinho, morreu hoje, às 10h55 (hora local), aos 103 anos na Casa de Saúde São José, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele estava internado desde quinta-feira com problemas renais e circulatórios.

Jornalista, escritor e político, Alexandre Barbosa Lima Sobrinho nasceu em 22 de Janeiro de 1897, em Pernambuco. Aos 13 anos, já escrevia para o jornal do colégio onde estudava. Aos 15, vieram os primeiros artigos em «A Província», de Recife. Mudou-se para o Rio em 1921, tornando-se redactor político e mais tarde articulista do «Jornal do Brasil».

Em 1926, foi eleito presidente da Associação Brasileira de Imprensa, o mais jovem da história da entidade, que voltaria a dirigir a partir de 1978. A eleição para a Academia Brasileira de Letras (ABL) aconteceria em 1937, quando Getulio Vargas iniciava o Estado Novo. Ao longo da sua vida escreveu 50 livros.

Elegeu-se deputado federal por Pernambuco em 1934, reelegendo-se em 1945 e 1958. É de sua autoria o projecto de criação do Instituto de Resseguros do Brasil. Nacionalista, ele presidiu o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) que, sob a sua gestão, iniciou as experiências com o álcool combustível.

Constituinte em 1946, Barbosa Lima recusou-se, um ano depois, a votar pela cassação do mandato dos comunistas. Foi eleito governador de Pernambuco em 1947, apoiado pelo getulista Agamenon Magalhães e em 1950 chegou a ser cotado para candidato à Presidência.

Barbosa Lima Sobrinho teve papel-chave em vários momentos da história do Brasil, tendo participado como vice-presidente da «anticandidatura» de Ulysses Guimarães à presidência da República, durante a ditadura militar. Ele também foi o primeiro a assinar o pedido de «impeachment» do ex-presidente Fernando Collor de Mello.